Não dá para saber quando esse assunto surgiu. Vai saber se lá no tempo da Grécia Antiga, as pessoas falavam sobre isso também?
Esse é um assunto que pode gerar muitas risadas em uma conversa animada, mas é um tema que tem gerado bastante debate. Principalmente quando relacionada ao falocentrismo.
Neste post, vamos te ajudar a entender o que é o falocentrismo e revelar: tamanho é documento mesmo?
Bom, segundo a Wikipédia, falocentrismo é:
“Falocentrismo é a convicção baseada na ideia de superioridade masculina, na qual falo representa o valor significativo fundamental. Trata uma estrutura ou estilo de pensamento, linguagem ou escrita, desconstruída como expressão das atitudes masculinas e enfatização da superioridade masculina; em que o falocentrismo é implicitamente comunicado por ou através da linguagem. O falocentrismo consiste numa visão ou forma de pensamento que defende a lógica do patriarcado".
2021 e a gente falando de patriarcado? Pois é!
Para ficar mais fácil de entender, a gente ainda vive em uma sociedade que idolatra o pênis. Mas, como assim?
O falo propriamente dito é o pênis ereto. Nossas sociedades, passaram anos e anos construindo a ideia de que o órgão sexual, logo o homem, é símbolo de fecundidade da natureza, um signo de poder. Muito além disso, foi construída a imagem de que o homem é o provedor, aquele que cuida, aquele que traz segurança e que está nas mais altas posições.
Se falando apenas em sexo, aquele homem que tem um pênis grande, seja ele mole, meia bomba ou ereto, é poderoso. Já o homem que tem a rola pequena, é o oposto de tudo isso.
A sociedade vive literalmente uma medição de pau. Seja entre gays ou héteros, existe um imaginário de que o homem pauzudo é o melhor. Quando surge a foto de um famoso de sunga, com uma bela de uma bagagem, todos correm comentar e ele automaticamente vira objeto de desejo.
Quando acontece o contrário, onde o homem aparentemente não tem um belo pênis, é julgado e sua imagem é afetada por isso.
Além disso, tem todo o fator de que o homem continua em posições melhores na sociedade, é privilegiado em diversas situações, apenas pela construção de anos no imaginário social de que ele é melhor. Em exemplos práticos:
1) quando vaza o nude de um homem, não acontece nada. Se discute sobre o quanto é bonito, o quanto o pau é maravilhoso ou não. No máximo, a pessoa não vai gostar da exposição e ir atrás de seus direitos e não se fala mais nisso.
2) quando vaza o nude de uma mulher, ela é totalmente exposta, julgada e toda a sua reputação é jogada no lixo. Não era para ser diferente?
Refletir sobre os nossos próprios atos. Tudo isso precisa ser desconstruído e a mudança acontece aos poucos. Para começar, você pode parar de dar tanta atenção quando nudes vazam.
Pense mais sobre como em sua rotina, a cultura do poder do pau impera. Analise como você pode ir mudando isso aos poucos e tornando as conversas e relacionamentos mais saudáveis.
Se falando em sexo, não. Tamanho não é documento.
A gente sabe que uma rola muito grande machuca e pode gerar traumas. Nós precisamos mudar o imaginário que temos, de uma educação sexual que muitas vezes veio de filmes pornô, que temos que dar para um pênis enorme, sorrindo.
Sexo tem de ser prazeroso. Precisa ser gostoso estar com o parceiro. Cada um entregando aquilo que tem de melhor, cuidando e amando o outro.
Se o pênis é pequeno ou grande, isso vai de cada um. O que é uma piroca grande ou pequena para você?
Se respeite. Se ame. Respeite as pessoas e o corpo delas.
Sexo bom, é sexo prazeroso.
E uma sociedade melhor, é aquela em que todos são tratados da mesma maneira.
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